Não, não vou falar da peça em Criciúma, nem do incêndio, nem da falta de sorte de nosso querido teatro Elias Angeloni, aquela maldição que dizem que ele tem por estar tão perto do cemitério... hum, deixa pra lá. Vou falar do menininho de madeira construído por Gepetto que, quando mentia, crescia o nariz e que, só depois de muitas aventuras errantes e da remissão torna-se um menino de verdade. Diz a fada lá pelas tantas: “Sempre que você mentir seu nariz o denunciará. A mentira é algo errado e não deve fazer parte de quem possui um bom coração”.
A fada repete na história o que todas as mães tentam ensinar aos filhos. Aliás, entre os valores da humanidade, a sinceridade é um dos mais relevantes. Pergunte ao eleitor o que ele espera do candidato e ele dirá: “transparência”. Pergunte a uma adolescente o que ela espera do príncipe encantado e ela responderá: “que ele seja sincero”.
Mas embora os ensinamentos das fadas e das mães, a exemplo do Pinóquio, somos todos mentirosos. Em um cálculo feito por um pesquisador americano, cerca de 25% do que falamos por dia é falso. Exageros à parte, a verdade é que “a verdade somente a verdade, nada mais que a verdade” é uma coisa muito difícil de dizer e agüentar. Imaginemos: Você encontra uma amiga que recém passou por uma cirurgia plástica. Ao invés de se mostrar impassível diante do desastre você diz: “Deus do céu, o que fizeram com você?” Seu pai lhe presenteia com o último best seller do Paulo Coelho. Você agradece, mas salienta: “Não sei como esse escritor, escrevendo tão mal, consegue vender tanto”. Sua irmã lhe pergunta como ficou com a nova calça jeans que comprou e você responde: “Essa calça te deixa gorda”. Pronto! Você foi absolutamente sincera. Sua amiga está mesmo com a cara da Danuza Leão, o Paulo Coelho não é unanimidade de crítica, apesar de vender bem, a calça não favoreceu sua irmã. Porém, o que você conseguiu gerar com tanta honestidade? Mágoa e ressentimento.
Se a mentira não existisse, nossa vida seria insuportável. A verdade pode ser intolerável, mesmo quando se pede uma resposta sincera. Nós, mulheres, temos a mania masoquista de perguntar aos namorados ou maridos se eles nos acham gordas, feias, ou chatas, mas ai deles se responderem afirmativamente. É discussão na certa. “Mentiras sinceras nos interessam”, não é Cazuza?
A fada repete na história o que todas as mães tentam ensinar aos filhos. Aliás, entre os valores da humanidade, a sinceridade é um dos mais relevantes. Pergunte ao eleitor o que ele espera do candidato e ele dirá: “transparência”. Pergunte a uma adolescente o que ela espera do príncipe encantado e ela responderá: “que ele seja sincero”.
Mas embora os ensinamentos das fadas e das mães, a exemplo do Pinóquio, somos todos mentirosos. Em um cálculo feito por um pesquisador americano, cerca de 25% do que falamos por dia é falso. Exageros à parte, a verdade é que “a verdade somente a verdade, nada mais que a verdade” é uma coisa muito difícil de dizer e agüentar. Imaginemos: Você encontra uma amiga que recém passou por uma cirurgia plástica. Ao invés de se mostrar impassível diante do desastre você diz: “Deus do céu, o que fizeram com você?” Seu pai lhe presenteia com o último best seller do Paulo Coelho. Você agradece, mas salienta: “Não sei como esse escritor, escrevendo tão mal, consegue vender tanto”. Sua irmã lhe pergunta como ficou com a nova calça jeans que comprou e você responde: “Essa calça te deixa gorda”. Pronto! Você foi absolutamente sincera. Sua amiga está mesmo com a cara da Danuza Leão, o Paulo Coelho não é unanimidade de crítica, apesar de vender bem, a calça não favoreceu sua irmã. Porém, o que você conseguiu gerar com tanta honestidade? Mágoa e ressentimento.
Se a mentira não existisse, nossa vida seria insuportável. A verdade pode ser intolerável, mesmo quando se pede uma resposta sincera. Nós, mulheres, temos a mania masoquista de perguntar aos namorados ou maridos se eles nos acham gordas, feias, ou chatas, mas ai deles se responderem afirmativamente. É discussão na certa. “Mentiras sinceras nos interessam”, não é Cazuza?
Claro, há sempre um jeito de dizer a verdade sem ferir. Difícil? Muito. Mas é preferível mentirinhas leves do que verdades grosseiras. Eufemismos foram criados para atenuar realidades desagradáveis. Assim, se o seu chefe lhe pedir uma opinião sobre o discurso que ele escreveu para a festa de confraternização da empresa, não vá logo apontando os erros de português. Diga simplesmente: “Está muito bom, mas podemos deixá-lo ainda melhor”. Azar se seu nariz crescer. Pelo menos você não perde o emprego. “Coloque sobre a nudez forte da verdade o manto diáfano da fantasia” como dizia o escritor português Eça de Queirós.
